sábado, 4 de abril de 2015

A história de Another é real!

Pra quem assiste ou já assistiu Another, já deve saber que foi baseado em fatos reais! 
Um dos mais sinistros casos envolvendo crianças psicopatas assassinas ocorreu no Japão. Em 15 de Março de 1997, Ayaka Yamashita, de 10 anos, foi encontrada morta em um beco na cidade de Kobe. Ela havia sido espancada até a morte com uma barra de ferro. Três outras garotas foram atacadas na mesma região. Elas descreveram o atacante como um “menino”. Um mês depois, em 27 de maio de 1997, um estudante de 11 anos chamado Jun Hase desapareceu na frente do portão do colégio. Sua cabeça foi encontrada 3 dias depois pelo zelador um pouco antes dos estudantes entrarem. O estudante fora decapitado com uma serra manual e para dar um ar de filme de terror ao assassinato, havia um bilhete dentro da sua boca, escrito com tinta vermelha. O assassino também usou um símbolo de cruz na carta, símbolos semelhantes foram encontrados pintados nas paredes perto da escola primária onde a cabeça foi encontrada. Dois gatos mutilados também foram encontrados do lado de fora do portão principal da escola secundária onde a cabeça do garoto foi encontrado. Fontes policiais disseram que carcaças de gatos mutilados também foram encontrados perto das duas outras cenas de crime antes que os ataques ocorressem.
Dizia a carta:
“Isto é o começo do jogo… Policiais detenham-me se puderem … Desejo desesperadamente ver pessoas morrendo. É uma excitação, para mim, assassinar. É necessário um julgamento sangrento para os meus anos de grande amargura.”

A pior coisa sobre o caso de Sakakibara é que todos podem ter visto que algo não estava bem. Contudo nem sua família – nem o Japão – perceberam os sinais indicadores. As crianças japonesas são confrontadas com uma educação e uma bateria de exames educacionais bem acima do que uma criança de 6 anos poderia aguentar, seu desempenho determina eficazmente seu futuro inteiro, por isso logo cedo é decidido se irão a uma escola elementar boa, ou uma das escolas de estaduais (consideradas ruins). Os pais não têm nenhuma fé no sistema do estado, e a mãe de Sakakibara não era nenhuma exceção; ela pressionou os encarregados acadêmicos, mesmo que psicólogos a advertissem que seu filho era mentalmente instável. Em suas declarações, ele disse que matou seu colega como um ato de “vingança” contra o sistema escolar implacável.
Escreveu também em seu diário: “eu realizei experiências hoje para confirmar como os seres humanos são frágeis… Eu coloquei em ação o meu martelo quando a menina virou para me enfrentar. Eu penso que eu bati apenas algumas vezes, mas eu estava excitado demais para recordar.” Na semana seguinte, escreveu sobre o assunto: “esta manhã minha mãe me disse: ‘ Pobre menina, a menina atacada parece ter morrido.’ não há nenhum sinal de que meu caminho esteja sendo desviado…Eu agradeço, deus Bamoidooki, por isso… Continue por favor a proteger-me.” O Bamoidooki imaginário é uma cabeça flutuante de Buda com um símbolo da suástica japonesa.
Três anos depois dos acontecimentos, a responsabilidade criminal no Japão baixou de 16 anos para 14 anos em conseqüência dos assassinatos de Sakakibara Por ser menor de idade ele não foi julgado como adulto e seu nome não foi divulgado. Ele ficou conhecido no Japão como “Garoto A”. Passou 6 anos em tratamento em um hospital psiquiátrico e em 2003, ele foi julgado para ser “curado” de seu sadismo sexual e compulsão para matar.

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